
Não gosto de Carnaval, não particularmente. Opinião que, não obstante toda a fama que o acompanha de evento que arrasta multidões, é inerente a uma grande parte das pessoas que conheço ou ouço. Parece-me consensual que a maioria acredita que fica bem na imagem ser anti-populista, criticar o que faz mexer com emoções ditas primitivas tão do agrado do povo. Não gostar de Carnaval é fixe. É fixe não gostar de futebol, de filmes lamechas e músicas comerciais. O pior é que, ao contrário dos outros que ouço e leio, não me orgulho, não acho piada nenhuma a não gostar de Carnaval. E mesmo apreciador de toda a beleza dos desfiles no Sambódromo, da beleza e da festa dos sentidos, da cor e do ritmo, do fino bom gosto do Carnaval de Veneza e da alegria genuína das crianças, da fantasia sem rédeas, continuo, por feitio ou falta daquela pequena dose de loucura que separa o actor do figurante, a ver passar a vida pelo lado errado da janela, como uma peça estranha num puzzle onde não se encaixa.
Também não gosto do Carnaval, no entanto aprecio alguns desfiles sobretudo no Sambódromo, no Rio.
ResponderEliminarNa vida nem tudo é branco, nem tudo é preto. Talvez o Carnaval faça mais sentido no Brasil apenas e tão só porque ainda é verão... Talvez para mim, pelo menos... em todo o caso, as pessoas não são iguais e felizmente não temos de estar todos vestidos de vermelho, ou branco, e acordar exatamente à mesma hora, com a mesma canção, com o mesmo tipo e saudação... etc etc etc... não estás a passar pelo lado errado da vida, estás a passar pelo lado b da vida, que não é errado, apenas é, felizmente, diferente.
ResponderEliminarAbraço