sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

FETICHES, CENAS MARADAS E OUTRAS POUCAS VERGONHAS


Dizia Nelson Rodrigues que toda a mulher devia ser uma dama na rua e uma p... na cama, numa das frases menos contestadas de todos os tempos entre os homens. Afinal, esse contraste quase camaleónico entre a mulher/menina/princesa/pudica e virgem e a mulher/selvagem/provocadora/sem tabus sempre foi uma das principais fantasias/fetiches do universo masculino. A esse propósito e por se comemorar hoje o Dia Internacional do Fetiche, quis abrir um pouco o véu sobre um tema ainda tabu para muitos e descobrir quais são os principais fetiches entre homens e mulheres - portugueses e não só.
Segundo o jornal Daily Mail, 82% das mulheres sonham praticar sexo num lugar inusitado (desde que não seja por trás), enquanto 65% deseja ser dominada sexualmente (um dos meus preferidos, já que é das poucas vezes em que elas nos deixam dominar, ou pelo menos fingem). 56% das inquiridas revelaram ainda a sua preferência pelo popular ménage à trois com um homem e outra mulher (óptimo para mim, desde que o Bobi se mantenha do lado de fora do quarto). Já por cá, e segundo estudo feito pela Flame Love Shop, os homens preferem por ordem decrescente o já mencionado ménage, assistir a sexo entre duas mulheres, sexo oral ou terem uma parceira de uma faixa etária diferente da sua, mais nova ou mais velha (em oposição à sua própria faixa etária). Na lista consta ainda sexo com personalidades públicas ou de determinadas profissões, desde cantoras, actrizes, apresentadoras de TV, agentes da autoridade ou as famosas enfermeiras. Entre as mulheres portuguesas a preferência vai para o sexo anal (wtf?!), sexo em lugares fora do comum como elevadores ou praias, sexo com estranhos, dominação e por fim... o swing.
Nem todos somos iguais - felizmente -, quanto ao apetite sexual ou quanto a fetiches, e poderíamos enunciar ainda muitos outros desde relações com alguém do mesmo sexo, com familiares, sexo virtual, masturbação, assistir pornografia, relações com pessoas de diferentes étnias (com a africana e a asiática no top) ou voyeurismo. Ainda sobre o assunto, revela um estudo que a pesquisa por sexo e pornografia no google são maiores entre o Natal e Ano Novo, no Verão, férias, festividades e fins de semana. Talvez por haver uma certa alegria no ar, daí as estatísticas indicarem que há mais nascimentos em Setembro. Nada é por acaso, mas não!!!!!!!!! A verdade é que ninguém vê pornografia na internet. Deixemos de ser puritanos, de tapar o sol com a peneira, somos por natureza pecadores e depravados - pelo menos a maioria - usando máscaras sociais consoante as ocasiões, tão diferentes em público e no privado, mais ou menos imaginativos, versáteis ou insaciáveis, mas todos feitos de carne, osso e desejo.

P.S. Podia ter falado sobre o Riso, cujo Dia Internacional se comemora também hoje, mas realmente, convenhamos, não tinha a mesma graça.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A VOZ DAS PALAVRAS - QUEM TEM MEDO DO LOBO MAU?

 "Não branqueio ditaduras nem ditadores, mas o políticamente correcto é perigoso"
Manuel Luís Goucha


E naquela manhã mais parecia que caíra o Carmo e a Trindade para os lados dos estúdios da TVI, à conta de uma guerra de audiências que promete fazer estremecer o País. Afinal, nem mesmo a supra-sumo dos apresentadores portugueses, a notável, a super, a estrela mais cintilante da televisão nacional, Cristina Ferreira se lembrara ou tivera o arrojo ( ou insensatez) de entrevistar Mário Machado. Ela, cuja maior arma para a emissão de estreia na SIC tinha sido buscar Luís Filipe Vieira para a sua nova casa, longe dos tempos da modesta casinha na Malveira, até à altura de ser "surpreendida" pelo controverso telefonema do Presidente dos afectos.  Afinal, não pode valer tudo em nome das audiências, dirão os mais indignados para quem colocar o líder da NOS (organização política Nova Ordem Social) a elogiar Salazar como um político honesto bem diferente dos actuais e que Portugal precisaria de mais dois ou três como ele... só pode ser um ataque infame ao estado democrático e um desrespeito aos valores de Abril e a todos que sofreram às mãos do Antigo Regime. De repente, o até então popular - apesar de aberração gay - Manuel Luís Goucha, vendera a alma ao Diabo, vestindo a pele de uma perversa e nada inocente Capuchinho Vermelho numa aliança frutuosa com o Lobo Mau assassino de pretos e o omnipresente Fantasma dos Natais Passados pré-74. Os três tiveram o condão de acordar e assustar um país tendenciosamente sereno e pacato, letárgico mesmo quando nos vão aos bolsos descarada e impunemente. Entre queixas e pedidos de demissão por parte de uma Nação insultada, que vestiu à pressa os coletes amarelos da indignação para não faltarem ao linchamento público ou ao atirar de MLG e da TVI aos leões na arena do julgamento popular, sob a acusação de dar voz a comportamentos e ideias perigosas para a liberdade, a democracia e para a luta contra a discriminação racial, caíram as pessoas - o pânico e o medo têm este efeito - no pecado de serem piores que os próprios pecadores. Porque isto de proibir a liberdade de expressão, mesmo de alguém que só diz disparates - mas que nem por isso deixa de ter esse direito - é não apenas anti-constitucional, uma forma de discriminação e um atestado de estupidez às largas centenas ou milhares de tele-espectadores, julgando-os destituídos da capacidade de discernirem o certo e o errado, ineptos de pensarem pelas suas próprias cabeças, uma atitude apenas comparável às práticas de censura da PIDE. Calar ou esconder uma ameaça é como varrer o lixo para debaixo do tapete, não faz com que ele deixe de existir. Ao contrário, dar a conhecer a existência - não escamoteando essa realidade - de pessoas que acreditam em ideologias tão perigosas como condenáveis é não só expô-las publicamente como ainda mostrar que existe um longo caminho a percorrer para que a aceitação das nossas diferenças seja finalmente um dado adquirido.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O SENSO FECHADO NUMA CAIXA

Quando eu era mais pequeno, lembro-me, o meu pai fez duas espadas em madeira para eu brincar com o meu irmão. Quando não eram as espadas, influências dos filmes de piratas ou da série do Sandokan, eram as pistolas, com que nos entretinha-mos horas a fio a imitar os personagens dos melhores filmes de cowboys ou dos policiais de antigamente quando não havia ainda o csi e era preciso andar aos tiros de um lado para o outro. Não me lembro que alguma vez nos tenhamos aleijado. Pelo menos, não gravemente. Na televisão já havia pessoas a criticarem a violência dos filmes e a forma como os mesmos eram indirectamente responsáveis pela violência social. Felizmente os meus pais eram pessoas bem formadas e com opinião própria e não substituíram o Tyrone Power pela Julia Andrews ou o Serpico pela Música No Coração. Por outro lado tinhamos a Abelha Maia, O Marco, a Heidi, A Casa Na Pradaria, tudo com valores que mais tarde pretendi incutir nos meus sobrinhos, mas não através desses programas em particular. Quem queria saber da mãe do Marco ou do Avô da Heidi quando o que estava na moda eram os Dragon Balls e o Sandoku e toda uma restante panóplia de heróis com super-poderes tão estranhos quanto as suas indumentárias e penteados? Os comentários perniciosos sobre o efeito da violência televisiva mantinham-se mas a verdade é que felizmente ninguém morreu devido a nenhuma rajada de ki ou seja lá o que isso for. 
Isto tudo para vos falar sobre os desafios perigosos do Jogo da Baleia e mais recentemente do Bird Box Challenge, inspirado no mais recente filme da Netflix, com Sandra Bullock, em que uma ameaça mortal faz com que as pessoas tenham de andar na rua de olhos vendados e assim fazerem certas tarefas como conduzirem um carro ou andarem num barco sem poderem ver nada à sua volta. Culpa da televisão e de todo um conteúdo cada vez mais violento e mediático, polémico e controverso? É verdade que já ouve vítimas, danos colaterais de um novo tempo, novas mentalidades que se refugiam em realidades virtuais como uma forma insensata de conseguirem mais adrenalina, novas excitações, como uma droga, um vício. Vão mas é trabalhar, plantar batatas de sol a sol para verem o que é a adrenalina! Cessem de arranjar culpados para mentes fracas. Estamos no tempo das emoções rápidas, de relações precoces condenadas ao fracasso antes sequer de se concretizarem, um tempo em que o amealhar de uma poupança durante anos e anos de trabalho honesto é sinónimo de ingenuidade, suplantadas pela urgência dum lucro fácil, mesmo que mais ilícito. Raramente damos um tiro a outra pessoa porque vimos uma cena de um filme. Fazêmo-lo porque nos dispensamos de pensar sobre consequências, porque o instinto responde de forma mais célere que o intelecto e isso não é culpa de qualquer Spielberg ou Tarantino, mas dessa fúria de viver em que todos os segundos contam, da tabuada de dividir na ponta da língua, substituída pela eficácia de uma calculadora de bolso. Estamos a deixar de pensar. Estamos a identificarmos-nos cada vez mais com os nossos antepassados das cavernas com os seus instintos primitivos em que cada desafio, cada obstáculo maior ou menor era transposto com violência. Culpar os filmes pela nossa ignorância e maus instintos é como culpar o piso pela nossa inépcia a dançar. Quem tem medo da responsabilidade? Quem tem medo da própria imagem reflectida no espelho, de parar para pensar, antes de agir, antes de falar? Conduzir de olhos tapados só pode dar merda da grande, como fazer misturas alcoólicas e beber até cair para o lado só para mostrarmos que somos Homens. O que virá a seguir? Batermos nas nossas namoradas e esposas? Não, isto já foi inventado. Se esta cambada de anormais avessos ao trabalho, dependentes das redes sociais e do mediatísmo tão fácil como efémero são os adultos de amanhã... desliguem-me a ficha que eu vou hibernar, vou para a ilha. Recordo os tempos antigos com alguma saudade, tempos em que tudo ou quase tudo era mais difícil, mais demorado. Não havia telemóveis ou computadores, televisão só a preto e branco, aprendíamos a dizer e a ouvir "sim", "não", "obrigado" e "desculpe". Mas a verdade é que tudo tinha outro cheiro, outros sabores. Essa sim, era a nossa adrenalina.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MENINOS QUE BRINCAM COM BONECAS NÃO BEIJAM SAPOS

 Há coisa de um ano mais ou menos, numa festa de aniversário do filho de uns conhecidos meus, a criança - na inocência dos seus três, quatro anos - largou os carros, as bolas e afins para agarrar-se à Barbie de uma menina, filha dum outro casal. O facto teria passado despercebido à maioria das pessoas, não fosse a atitude do meu amigo, na sofreguidão de separar o filho daquela boneca como se fosse algum objecto perigoso, dando-lhe um raspanete que atraiu a atenção de todos os presentes e os deixou melindrados sem saber o que dizer ou fazer. Que grande bronca! Afinal teria sido pior apanhá-lo a pintar as unhas. Ou não?
Estou a falar de um casal quase à beira dos trinta anos, teoricamente de espírito aberto e despidos dos preconceitos que caracterizavam as gerações mais antigas. Se isso me choca? Sinceramente, proibir um menino de brincar com bonecas ou uma menina de brincar com uma bola choca-me. Achar que uma brincadeira inocente, um gesto revelador de curiosidade vão moldar as preferências sexuais de um filho é irracional, aberrante e próprio de alguém inseguro e preconceituoso. O mal está na cabeça das pessoas. Compreendo o medo de alguns pais que não queiram um filho larilas. É quase como a filha aparecer-lhes em casa e apresentar-lhes um namorado preto, mesmo assim preferível a ser cigano, diriam alguns outros amigos, meio a sério meio a brincar. Talvez por isso teimamos em colocar os nossos filhos a praticarem actividades físicas apropriadas, enquanto rodeamos as meninas de um universo cor de rosa, digno de uma princesa. Até que ponto não somos nós, pais ou não, membros duma sociedade alicerçada em rótulos e estereótipos caducados a contribuir para um sem-número de violações e violência doméstica, à submissão da fêmea - cujo papel se resume à cozinha e à cama - perante o macho dono e senhor da verdade, um grande homem se tiver amantes ao contrário delas, umas p...? Porque ao homem que é homem permite-se tudo.
Fazer como o meu amigo é abrir uma caixa de Pandora, pois proibir seja o que for vai aguçar a curiosidade das crianças, despertar-lhes a atenção para o que doutra maneira lhes passaria despercebido. Não foi sempre o proibido o fruto mais apetecido? Deixem as crianças brincar. Dêem-lhes asas, ferramentas para crescerem, para se conhecerem e se tornarem cidadãos melhores, independentemente das suas opções sexuais. Não importa se o façam com uma bola ou uma tiara, a jogar à apanhada ou a brincar aos médicos. Não importa. Seja não apenas um pai, mas o melhor amigo do seu filho, ajude-o, aconselhe-o respeite os seus princípios e sobretudo aceite as suas escolhas, porque nem todos os meninos que brincam com bonecas vão um dia beijar sapos, uns viram princesas outros condes.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

EU ESCOLHI PERDOAR



 ESCOLHI FICAR...

  ... por todas as coisas boas que fez, em vez de deixá-lo pelo único erro.
                                                                          EU ESCOLHI PERDOAR"

Estas palavras da personagem de Jessica Lange, ilustram muito do que é The Vow, filme baseado num romance de Nicholas Sparks, sobre um amor pelo qual vale a pena insistir, sobre o perdão e sobre outras coisas que não me lembro como a amnésia. Há poucas semanas atrás o Presidente da República promulgou mais uns quantos indultos de final de ano, uns mais polémicos do que outros. Na verdade, o perdão nunca é consensual, do ponto de vista de quem está por fora, do pecador ou da vítima. Até que ponto um assassino, um violador, um pedófilo ou alguém que cometa violência doméstica podem ser perdoados? Até que ponto podemos ou temos o direito de julgar os outros, de condenar alguém de forma definitiva por um único erro, a uma viagem sem regresso da qual ficará para sempre uma marca indelével, se até Jesus ofereceu a outra face? Mas nós não somos Deus e em nome d'Ele tantas mortes se procuraram justificar desde o tempo das cruzadas, tantas vítimas lançadas na fogueira e nas masmorras da inquisição e de uma guerra santa. Até que ponto não é o perdão em si uma falácia, uma palavra bonita mas impossível de a colocarmos à prática. Podemos fingir - somos mestres na arte de fingir -, mas perdoar... Pode o ladrão, o assassino, o pecador emendar-se depois de um "justo" castigo? 
E uma traição? Pode-se perdoar uma traição? O que leva alguém a amar uma pessoa e fazer sexo com outra? Se perguntarmos a um universo considerável de recém-casados se é capaz de trair a maioria dirá que não e o resultado é invariavelmente o inverso, porque as hormonas são geralmente mais fortes que as intenções e dessas... acreditem!, Está o inferno cheio. Trair é errado e ponto final! O senso comum e movimentos como o #metoo, SOS Racismo e outros que tais, insistem numa moralidade que não nos deixa muita margem para pensar, como se nada houvesse entre o certo e o errado, o branco e o preto, o puro e o pecador, dizendo-nos o que devemos fazer, como nos devemos comportar ou falar, como uma nova versão dum livro de etiqueta ou mesmo da bíblia. Para mim, com todas as nossas abençoadas diferenças e personalidades, conservo ainda o direito de pensar, independentemente do que os outros possam dizer. Essa é ainda a nossa maior herança, o direito à opinião própria, à escolha, ao livre arbítrio. Sem nunca negar a dor causada e o errado que é matar, roubar, trair... errar é humano, é-nos intrínseco que erremos, que caiamos e nos tornemos a erguer durante a nossa aprendizagem. A raiva e a revolta fazem-nos amargos,enquanto o perdão nos liberta. Derrubem-se de uma vez os muros, encurtem-se as distâncias, desengane-se aquele que se julga dono da verdade, puro e íntegro, incapaz de pecar. Não dou a outra face, não esqueço, mas sou capaz de conceder outra oportunidade se achar que vale a pena insistir em determinada pessoa, que vale a pena acreditar, porque amar é isso,não só mas também saber perdoar.

domingo, 6 de janeiro de 2019

2018 A NU

NO TEMPO EM QUE OS ANIMAIS FALAVAM


2018 esteve perto de marcar o final de expressões tão populares como "Gato escaldado de água fria tem medo", "Agarrar o touro pelos cornos", "Matar dois coelhos de uma cajadada só", ou "Fazer gato sapato". Falso alarme. Afinal o Partido Animais e Natureza, vulgo PAN NUNCA quis substituir esses provérbios por frases mais inocentes como "Pegar uma flor pelos espinhos" ou "Pregar dois pregos de uma só martelada". Pura mentira, disseram, o que é de louvar, já que vozes de burro não chegam ao céu. Isto tudo num ano em que subtraíram os animais ao circo e consequentemente alguma da sua magia, além de terem lançado a ideia peregrina das touradas sem sangue. Que faltará depois de retirarem o sal e o açúcar da comida, de uma vida sem gluten - que raios será esse gluten que de tão proíbido me soa tão apetecido! - , mudarem a letra do "Atirei o pau ao gato" e salvarem do susto a chata da dona Chica? Haja paciência para esta dose repentina e avassaladora de altruísmo e de uma sociedade sem sombra de pecado que vai fazendo mais vítimas do que Sodoma e Gomorra. 
esta coisa das falsas presenças só podia dar nisto.
Foi então que o mui nobre, pudico e dedicado defensor de causas perdidas e da classe animal, o deputado André Silva se dirigiu em plena Assembleia da República a um seu congénere do PSD, lançando em alto e bom som a pérola: "Senhor deputado, pela boca morre o peixe". Caiu-lhe o carmo e a trindade sobre si e até houve quem fosse buscar a história dos telhados de vidro. Pobre André Silva, já não bastava ser a única voz do partido no parlamento e não ter a quem entregar a sua senha para qualquer eventualidade de uma falsa presença e agora ter de explicar que a exemplo dos provérbios também o que acabara de dizer não seria bem aquilo que entenderam. Que isto, como de costume, são mal entendidos provocados pela comunicação social e pela oposição. Malditos jornalistas! Como dizia Bruno Jacinto, ainda a propósito do ataque a Alcochete, quando proferiu a expressão "malhar neles" não era bater. E nós por cá, habituados que estamos a estas comédias, a estes dirigentes desportivos e políticos da tanga , num país em que o que hoje é verdade amanhã é mentira vamos observando impávidos e serenos vestindo coletes amarelos e brincando aos semáforos.
Já cheira mal e nestas coisas de cheiros como diria Miguel Tiago do PCP, continua a ser preferível cheirar a rosas do que a cavalo, mesmo que seja dado e desdentado.



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

BEM ME PARECIA...

... que isto dos chineses aterrarem no lado escuro da lua não era tão inocente como parecia.