"As raparigas jovens incitam a isso, usam saias curtas, abaixam-se para apanhar um papel e vê-se as cuecas." "Sou contra a violação, contra isso tudo, mas há mulheres que se vestem bem e há mulheres que se vestem de forma provocante." "Têm de se vestir melhor. Claro que os violadores não têm o direito de tocar nas mulheres, mas é lógico que alguns não o consigam evitar." Pergunta indiscreta do Lado B: E o senhor, está do lado desses alguns ou dos outros? Considerações como estas são cada vez mais normais em figuras públicas e cujas afirmações são destacadas na imprensa e correm o risco de exaltar ânimos ou de incentivarem a actos selvagens e que em nada abonam a séculos e séculos que separam o Homem das cavernas ao Homem dos nossos dias, pretensamente civilizado e aberto ao que lhe é diferente (raças, opções políticas, desportivas, religiosas, sexuais...) ao contrário do seu antecessor para quem o que não lhe era semelhante era inimigo. Aqui deste Lado, sabemos que muita gente pensa o mesmo, "que há mulheres que pedem para ser violadas, tal a forma como se vestem ou despem", mas - fora as considerações sobre a liberdade de expressão - quem nos ouve?
Onde começa essa tal liberdade, justificação de tantos disparates que se dizem, de tantas guerras que se fazem? Não deixam de ser afirmações poderosas e tão mais perigosas quanto a pessoa que as diz, verdades ou não. Não é, senhor Dijsselbloem?, o Presidente do eurogrupo, que meses atrás acusou os países do sul da europa dizendo que "não se pode gastar o dinheiro em copos e mulheres e logo depois pedir ajuda”. Verdade? Mentira? E até que ponto isso interessa quando a mesma afirmação ofende a generalidade dos habitantes dos países mencionados e sabemos o quão perigoso é generalizar, não só por ser um erro crasso no que se refere ao sentido diplomático deste indivíduo como à sua má formação, tão avesso ao que lhe é diferente - ou talvez não?

"As raparigas jovens
incitam a isso, usam saias curtas, abaixam-se para apanhar um papel e
vê-se as cuecas", referiu Bilardo em resposta aos frequentes abusos
cometidos contra as mulheres na Argentina.
"Sou contra a violação, contra isso tudo, mas há mulheres que se vestem
bem e há mulheres que se vestem de forma provocante", começou por dizer.
Têm de se vestir melhor. Claro que os violadores não têm o direto de
tocar nas mulheres, mas é lógico que alguns não o consigam evitar.
Comunidade Cultura
http://comunidadecultura.com/2017/04/25/sou-contra-as-violac-es-mas-h-mulheres-provocantes-bilardo/
"As raparigas jovens
incitam a isso, usam saias curtas, abaixam-se para apanhar um papel e
vê-se as cuecas", referiu Bilardo em resposta aos frequentes abusos
cometidos contra as mulheres na Argentina.
"Sou contra a violação, contra isso tudo, mas há mulheres que se vestem
bem e há mulheres que se vestem de forma provocante", começou por dizer.
Têm de se vestir melhor. Claro que os violadores não têm o direto de
tocar nas mulheres, mas é lógico que alguns não o consigam evitar.
Comunidade Cultura
http://comunidadecultura.com/2017/04/25/sou-contra-as-violac-es-mas-h-mulheres-provocantes-bilardo/
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