quarta-feira, 16 de maio de 2018

POR QUE NO TE CALLAS? - segunda parte

Bruno de Carvalho foi mauzinho com os jogadores e com o treinador Jorge Jesus uma vez mais. São tantas que já lhes perdi a conta. Perder um jogo decisivo - que jogo não o será? - não é questão de vida ou morte, apenas desporto. Apontar-lhes a responsabilidade de terem prejudicado o clube pelos milhões que deixaram de entrar nos cofres pela não entrada na Liga dos Campeões é não apenas injusto, vindo de quem pouco percebe de futebol e desportivismo, como de uma irresponsabilidade perigosa. O resultado foi visível com a invasão do centro de estágio e consequentes agressões a treinador e jogadores por um bando organizado de energúmenos. As palavras são um dom ou uma arma consoante o uso que lhes dermos e BdC - e agora alegadamente o seu pai - tem sido useiro e vezeiro em torná-las vulgares e sobretudo instigadoras de uma violência abominável para quem está tão exposto publicamente. Caro Bruno, Rui Patrício não chegou agora ao Sporting, a quem já deu mais do que alguma vez darás e não é um frango que o apagará da memória não apenas dos sportinguistas como dos adeptos portugueses; culpá-los de perder com o Marítimo é desvalorizar uma instituição histórica que lutou quase até ao fim pela Liga Europa e ofender os seus adeptos; reagir como se a época tivesse sido miserável é esquecer todas as vitórias conquistadas pelas modalidades ditas amadoras, como também a Taça da Liga, os quartos de final da Liga Europa e talvez a Taça de Portugal. Pouco? Não me parece, especialmente contra todos os obstáculos por si criados, pela arrogância, sempre voltada para insinuações sobre os rivais, demonstrando má fé e falta de desportivismo. Quem semeia ventos colhe tempestades, soi dizer-se e a vergonha das suspeitas de corrupção de que somos hoje acusados não pode imputar nem ao treinador nem aos jogadores ou numa qualquer das suas teorias da conspiração ao Benfica, como certamente gostaria. Hoje, como sportinguista e adepto de futebol, não me revejo nas suas cabalas maquiavélicas, nem em toda esta violência protagonizada por quem acha que o futebol e as suas rivalidades são mais importantes que a vida e o respeito entre vencedores e vencidos. De uma vez por todas, senhor Presidente, por que no se calla?

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